QUERO IR PARA MARTE
É
uma verdade universal na narrativa histórica contemporânea de
Portugal: Mário Soares salvou o país de uma ditadura
comunista.
Ora, mais uma vez convém regressar a Rui Mateus e ao seu livro "Contos proibidos, memórias de um PS desconhecido ".
Em 1973 Mário Soares assina um acordo com Álvaro Cunhal. Isto, meses depois de ver aprovada a adesão da Acção Socialista à internacional Socialista, depois de vencidas as reticências dessa adesão colocadas por partidos socialistas de países como Espanha, Alemanha, Suécia, Holanda ou Reino Unido, com o argumento de que a Acção Socialista não tinha histórico de luta sindical pelos direitos da classe operária. Convém lembrar aqui, que a Acção Socialista era formada por intelectuais e burgueses anti regime Salazarista, quase todos no exílio. Ora, isto constituía um problema para a organização política que defendia os trabalhadores. Essa resistência foi vencida por Soares basicamente à custa dos argumentos de que era preciso instaurar um regime democrático em Portugal, e dar liberdade e independência às províncias ultramarinas.
Entretanto, Soares assina um acordo de governo com Álvaro Cunhal, e após o 25 de Abril de 1974, Mário Soares, nomeado ministro dos negócios estrangeiros do primeiro governo provisório trata de colocar o PCP nesse mesmo governo, ao abrigo do acordo anteriormente celebrado.
Foi Mário Soares, em defesa da liberdade e da democracia que colocou no poder um partido marxista leninista pertencente à rede de influência internacional da URSS, num país que era membro da NATO, da EFTA e onde se queriam instaurar instituições livres e democráticas.
A entrega das províncias ultramarinas aos movimentos pro soviéticos e respectiva traição aos povos aí residentes bem como participação nos governos provisórios foi o preço que Portugal pagou em nome de Mário Soares para este garantir a sua carreira política.
A partir daqui, passa a ser intolerável para a NATO, nomeadamente os EUA, que em plena guerra fria haja um país na organização que tenha no governo um partido Pró Soviético. Começam as influências da CIA. Soares conhece Carllucci, acusa Cunhal de querer instalar uma ditadura comunista em Portugal - "olhe que não, olhe que não " - e sai como o grande herói da instauração da democracia.
Não. Foi graças aos EUA que num contexto geopolítico de plena guerra fria não queriam uma ditadura pro soviética no extremo sul da Europa, mesmo em frente aos EUA do outro lado do Atlântico, com os Açores no meio.
Foram os interesses norte americanos que nos salvaram da ditadura, da fome e da barbárie, até porque anos mais tarde, Soares e a sua filha Isabel andaram a vender favores aos rebeldes da Nicarágua, e ainda fez uma tentativa falhada de vender favores à palestina. Venderam-se ao capitalismo, mas nunca abandonaram a paixão revolucionária marxista.
Passaram-se quarenta anos e por circunstâncias ainda frescas nas memórias de todos, voltamos a ter um governo socialista aliado dos marxistas. Um país da NATO, da OCDE, da UE e do Euro dependente da boa vontade de marxistas leninistas, trotzkistas, fascistas totalitários.
Ora, mais uma vez convém regressar a Rui Mateus e ao seu livro "Contos proibidos, memórias de um PS desconhecido ".
Em 1973 Mário Soares assina um acordo com Álvaro Cunhal. Isto, meses depois de ver aprovada a adesão da Acção Socialista à internacional Socialista, depois de vencidas as reticências dessa adesão colocadas por partidos socialistas de países como Espanha, Alemanha, Suécia, Holanda ou Reino Unido, com o argumento de que a Acção Socialista não tinha histórico de luta sindical pelos direitos da classe operária. Convém lembrar aqui, que a Acção Socialista era formada por intelectuais e burgueses anti regime Salazarista, quase todos no exílio. Ora, isto constituía um problema para a organização política que defendia os trabalhadores. Essa resistência foi vencida por Soares basicamente à custa dos argumentos de que era preciso instaurar um regime democrático em Portugal, e dar liberdade e independência às províncias ultramarinas.
Entretanto, Soares assina um acordo de governo com Álvaro Cunhal, e após o 25 de Abril de 1974, Mário Soares, nomeado ministro dos negócios estrangeiros do primeiro governo provisório trata de colocar o PCP nesse mesmo governo, ao abrigo do acordo anteriormente celebrado.
Foi Mário Soares, em defesa da liberdade e da democracia que colocou no poder um partido marxista leninista pertencente à rede de influência internacional da URSS, num país que era membro da NATO, da EFTA e onde se queriam instaurar instituições livres e democráticas.
A entrega das províncias ultramarinas aos movimentos pro soviéticos e respectiva traição aos povos aí residentes bem como participação nos governos provisórios foi o preço que Portugal pagou em nome de Mário Soares para este garantir a sua carreira política.
A partir daqui, passa a ser intolerável para a NATO, nomeadamente os EUA, que em plena guerra fria haja um país na organização que tenha no governo um partido Pró Soviético. Começam as influências da CIA. Soares conhece Carllucci, acusa Cunhal de querer instalar uma ditadura comunista em Portugal - "olhe que não, olhe que não " - e sai como o grande herói da instauração da democracia.
Não. Foi graças aos EUA que num contexto geopolítico de plena guerra fria não queriam uma ditadura pro soviética no extremo sul da Europa, mesmo em frente aos EUA do outro lado do Atlântico, com os Açores no meio.
Foram os interesses norte americanos que nos salvaram da ditadura, da fome e da barbárie, até porque anos mais tarde, Soares e a sua filha Isabel andaram a vender favores aos rebeldes da Nicarágua, e ainda fez uma tentativa falhada de vender favores à palestina. Venderam-se ao capitalismo, mas nunca abandonaram a paixão revolucionária marxista.
Passaram-se quarenta anos e por circunstâncias ainda frescas nas memórias de todos, voltamos a ter um governo socialista aliado dos marxistas. Um país da NATO, da OCDE, da UE e do Euro dependente da boa vontade de marxistas leninistas, trotzkistas, fascistas totalitários.
António
Costa, perde as eleições para Passos Coelho que, sem maioria
absoluta não consegue fazer aprovar o programa de governo e este
cai.
A solução de governo sai de um acordo entre PS, PCP, BE, PEV com abstenção do PAN.
Quarenta anos passados, e Portugal volta a ter um governo de inspiração marxista, não com os assumidos marxistas no governo de facto, mas por apoio parlamentar a um governo minoritário.
Tal como Soares usou Cunhal para subir à internacional Socialista e ao governo, também António Costa usou os partidos da sua extrema esquerda para patrocinar a sua ascensão política.
No entanto, hoje as circunstâncias são outras, e o poder de influência das grandes potências também.
Acabou a URSS, a Rússia perdeu influência, a Europa uniu -se, os EUA sem guerra fria desinteressam-se da geopolítica mundial, e surge a China como novo participante na influência internacional.
Basicamente a luta no panorama internacional hoje, e nas décadas vindouras não é pela conquista de países entre duas potências, EUA e URSS, mas entre duas ideologias que dividem inclusivamente as próprias potências. Estado vs Liberdade individual. Não é mais o país ''A'' contra o país ''B'', excepto no caso das ditaduras, mas são as próprias sociedades que se dividem entre os defensores da ditadura do Estado e os defensores da Liberdade individual.
Tal como noutros países, Portugal enfrenta o mesmo dilema.
Se na segunda metade da década de 70 Portugal teve a seu lado os EUA para defender a liberdade, hoje estamos sozinhos e abandonados perante um governo marxista.
No EUA está a presidente um defensor da liberdade, mas não colhe o apoio na comunidade internacional.
Na UE, quando uma comissão de deputados do parlamento europeu se verga às imposições da China numa coisa tão simples como a redacção de um relatório em que se menciona que o Corona Virus teve inicio na China, ou quando a solução para sair da crise da Covid19 é a imposição de 5 novos impostos em que todos eles satisfazem a agenda do marxismo cultural da moda e não os problemas reais das pessoas e das empresas, e que lançará a economia europeia numa longa e negra era de estagnação económica e social, também não nos resta ter esperança por esse lado.
A solução de governo sai de um acordo entre PS, PCP, BE, PEV com abstenção do PAN.
Quarenta anos passados, e Portugal volta a ter um governo de inspiração marxista, não com os assumidos marxistas no governo de facto, mas por apoio parlamentar a um governo minoritário.
Tal como Soares usou Cunhal para subir à internacional Socialista e ao governo, também António Costa usou os partidos da sua extrema esquerda para patrocinar a sua ascensão política.
No entanto, hoje as circunstâncias são outras, e o poder de influência das grandes potências também.
Acabou a URSS, a Rússia perdeu influência, a Europa uniu -se, os EUA sem guerra fria desinteressam-se da geopolítica mundial, e surge a China como novo participante na influência internacional.
Basicamente a luta no panorama internacional hoje, e nas décadas vindouras não é pela conquista de países entre duas potências, EUA e URSS, mas entre duas ideologias que dividem inclusivamente as próprias potências. Estado vs Liberdade individual. Não é mais o país ''A'' contra o país ''B'', excepto no caso das ditaduras, mas são as próprias sociedades que se dividem entre os defensores da ditadura do Estado e os defensores da Liberdade individual.
Tal como noutros países, Portugal enfrenta o mesmo dilema.
Se na segunda metade da década de 70 Portugal teve a seu lado os EUA para defender a liberdade, hoje estamos sozinhos e abandonados perante um governo marxista.
No EUA está a presidente um defensor da liberdade, mas não colhe o apoio na comunidade internacional.
Na UE, quando uma comissão de deputados do parlamento europeu se verga às imposições da China numa coisa tão simples como a redacção de um relatório em que se menciona que o Corona Virus teve inicio na China, ou quando a solução para sair da crise da Covid19 é a imposição de 5 novos impostos em que todos eles satisfazem a agenda do marxismo cultural da moda e não os problemas reais das pessoas e das empresas, e que lançará a economia europeia numa longa e negra era de estagnação económica e social, também não nos resta ter esperança por esse lado.
Basicamente,
estamos por nossa conta. Estamos na mão destes ditadores, tanto a
nível nacional, como internacional.
O
Liberalismo enfrenta assim um grande desafio e um momento de
afirmação. É esta a hora dos defensores da liberdade saírem do
armário, da abstenção e dizerem não ao avanço do totalitarismo
da coerção e confisco fiscal, do fascismo higiénico e do marxismo
ambientalista.
Parece-me
óbvio que as pessoas um dia vão perceber a armadilha em que estão
metidos, afinal, na Venezuela também perceberam, mas infelizmente,
tarde demais. Também aqui o meu medo é que se faça tarde. Até os
países do norte da Europa tão enraizados nos valores e princípios
da liberdade há tantas décadas senão mesmo séculos estão a cair
na ratoeira do marxismo cultural, do politicamente correto e
ambientalista.
Quando
Angela Merkel recusa reunir-se com Donald Trump, mas não se impõe a
Xi Jimping, fica claro qual é o rumo da Europa. Mas nem me parece
que o problema seja Merkel que, até está de saída. O diabo é
mesmo a Ursula Van Der Leien. O seu discurso de tomada de posse não
é de alguém que fez carreira no conservador e católico CDU da
Alemanha. É mais característico de uma fanática feminazi
ambientalista dessas que desfilam na rua de cona rapada a mijar na
calçada.
Estes
lideres políticos de hoje, estão muito longe dos sociais democratas
aliados de Soares nos anos de 1970. E se esses já eram maus,
imaginem na alhada em que estamos metidos.
LIBERDADE
OU MORTE.
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